A chamada acne na mulher adulta é uma doença inflamatória que provoca o surgimento de espinhas, atingindo milhares de brasileiras depois dos 30 anos. Pode inclusive afetar a auto-estima e desencadear outros problemas graves, como depressão. Por isso, o tratamento deve começar o mais rápido possível. 

Características e fatores de risco

Esse tipo de acne costuma ser comum na zona U do rosto – composta por mandíbula, queixo e pescoço, com pouca presença de cravos, mas com considerável vermelhidão e dor. Qualquer mulher pode desenvolver o quadro, mas há algumas condições que caracterizam os fatores de risco, como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP); obesidade, diabetes e síndromes metabólicas; histórico de acne na adolescência; predisposição genética; pele oleosa; alimentação rica em laticínios e carboidratos; estresse; tabagismo; exposição excessiva ao sol e à poluição.

Tratamento

É possível minimizar o problema com produtos matificantes, que controlem o excesso de oleosidade e a dilatação dos poros, como as loções secativas, por exemplo. Medicamentos tópicos, como retinoides, ácido azeláico, alfahidroxiácidos e peróxido de benzoíla também ajudam a controlar a oleosidade sem agredir a barreira cutânea, se utilizados de forma contínua e indicados pelo médico dermatologista.

A associação de “peelings” químicos para tratar as lesões e lasers para tratar a inflamação também pode ser recomendada, de acordo com o caso. Paralelamente, é importante tomar cuidados como não mexer no próprio rosto ou espremer as espinhas porque isso pode favorecer a proliferação das bactérias, surgimento de manchas e o aumento da oleosidade. Também é importante manter uma alimentação balanceada e evitar alguns alimentos que podem facilitar o aparecimento da acne.

Lembre-se: você não precisa conviver com a acne. Consulte o dermatologista!

Fonte: SBDRJ