Conceito

A esporotricose é uma micose causada por um fungo que transmite doenças especialmente nas regiões de clima tropical e subtropical. Este fungo é da espécie Sporothrix spp e está presente no solo, na palha, nos vegetais, espinhos e madeira. 

Por muito tempo ficou conhecida como “a doença do jardineiro”, pois estes profissionais, assim como os agricultores, eram os mais atingidos, mas vale para qualquer pessoa que mantém contato com plantas e com o solo. A doença não apenas atinge os humanos, como também animais silvestres e domésticos, principalmente gato e cachorro, sendo que só os gatos adquirem uma forma grave e disseminada da esporotricose. Em contato com o profissional ou com o seu dono, corre o risco de o felino transmitir a chamada esporotricose zoonócia. Não há relatos de transmissão de humano para humano ou de cachorro para humano.

Especialistas admitem que esta pode ser a maior infecção por animais no mundo.

Atualmente, já é considerada uma hiperendemia na cidade do Rio de Janeiro por conta do contato com felinos doentes e abandonados nas ruas. Quando o animal é diagnosticado e tratado, pode até ser curado. Caso venha a falecer, não pode ser enterrado, pois propagaria o fungo no meio ambiente. Neste caso precisa ser cremado.

Sintomas

Em seres humanos, normalmente a infecção é benigna e se limita à pele, mas pode se espalhar pela corrente sanguínea, atingindo ossos e órgãos internos. Com o fungo dentro do organismo, ele pode ficar incubado até seis meses após a infecção. Entre os sintomas, a depender de como se manifesta a infecção, é mais comum que no início surja apenas um pequeno nódulo doloroso, como uma picada de inseto, geralmente no dedo, na mão ou no braço. Se estiver dentro do organismo, os sintomas dependem da área afetada.

Tratamento

Embora seja relativamente grave, é uma doença que tem cura, mas o tratamento precisa começar imediatamente. De toda forma é raro levar à morte em humanos, exceto se estão com a imunidade baixa, como é o caso de alcoólatras, portadores de HIV ou diabéticos. O tratamento dura, em média, de três a seis meses. Não deve ser abandonado em nenhuma hipótese.

O medicamento mais receitado para o caso é o antifúngico itraconazol, inclusive para os animais. Há também a possibilidade de usar remédios à base de terbinafina, fluconazol e antofericina B, mas nunca o indivíduo deve se automedicar. Procure o seu médico!

Fonte: SBDRJ